O desafio do outro: diálogos pós-coloniais - Curso – Livre

Decorrerá no MASE, no dia 6 de abril, sábado, o curso Livre “O desafio do outro: diálogos pós-coloniais”. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre o MASE, o Centro de Património da Estremadura e o Museu Municipal de Ourém.

O pós-colonialismo surge como um meio de refletir e desconstruir os efeitos da colonização e as novas formas de dominação. Mas como se combatem todas estas formas de opressão? Através da educação, da arte e das práticas de cidadania, da reflexão crítica sobre as ideias da opressão e do autoritarismo colonial. Cada educador precisa de estar consciente do contexto político em que está inserido de modo a poder fazer a clara definição de seu papel.

Partindo do espaço museológico onde a formação decorre e das coleções etnográficas africana, asiática e da américa do sul, realizar-se-á uma análise crítica sobre as diferentes práticas dos serviços educativos, como se pode trabalhar com diferentes públicos numa análise de desconstrução pós-colonial.

Tendo como público-alvo técnicos de museus e de instituições culturais, curadores, docentes, artistas e estudantes universitários, serão debatidos temas que vão desde a reflexão sobre o Pós- colonialismo: literatura e arte contemporânea, até à coleção etnográfica de África, América do Sul e Ásia do MASE e o museu como uma ferramenta de prática e mediação social.

O curso decorrerá das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, terá como formadora Genoveva Oliveira, licenciada em História e Ciências Sociais, Mestre em História Regional e Local (Vertente de História de Arte/Museologia) e com Doutoramento em Historia de Arte/Museologia. Defende os princípios da curadoria de ação e práticas curatoriais feministas. Desenvolve neste momento um projeto de investigação sobre questões de género a partir da obra de Judy Chicago e Paula Rego, envolvendo o Museu Casa das Historias e a Universidade da Penn State. Criou o projeto “No Silence: práticas curatoriais feministas” que tem vindo a desenvolver palestras, exposições de arte contemporânea e workshops no país, refletindo sobre as questões de género, a presença da mulher na arte, os conceitos de equilíbrio/igualdade na sociedade e o sexismo na sociedade contemporânea. Tem experiência em organização de eventos, exposições, congressos, cursos de arte, desde os anos 90. Tem experiência em ensino secundário e superior, em instituições portuguesas e estrangeiras e o seu trabalho já foi desenvolvido em diversos países: E.U.A., Espanha, Austrália, Tailândia, Rússia, Finlândia, Hungria, Suécia.

A data limite de inscrição é 28 de março, estando limitado a 30 vagas.

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